A Estrutura para Fazer Uma Boa Carta de Recomendação

Se você clicou neste artigo, é muito provável que você seja um professor ou um coordenador procurando alguma orientação para escrever uma boa Carta de Recomendação para algum aluno que lhe pediu ajuda, ou talvez, você seja apenas um aplicante buscando algum artigo sobre este assunto para mostrar para o seu professor ou coordenador posteriormente.


Caso a sua situação seja a segunda, já pode parar de ler por aqui! Faz o seguinte: copia o link desse post e já manda para o seu professor ou coordenador que nós cuidamos do resto ;)


Mas caso você faça parte do grupo condizente à primeira opção, seja muito bem-vindo a este artigo que foi escrito especialmente para você, professor ou coordenador que não faz a menor ideia de como escrever uma carta de recomendação de cunho internacional. Continue lendo para saber mais!


Qual o peso da minha carta sob a aplicação do meu aluno?


Tenho certeza que pelo menos alguma vez desde que o seu aluno ou estudante lhe pediu a carta, você já se perguntou se a sua carta “é tão importante assim?” ou se “vai fazer falta?”, e a resposta é: SIM! Para ambas as perguntas.


A sua carta, muitas vezes pode ser o ponto chave da aplicação do seu aluno, pois o escritório de admissões precisa de uma visão mais vasta e abrangente do perfil dele, portanto, eles precisam saber como o seu aluno se comporta na sala de aula, como ele lida com os outros alunos, se ele se sai bem em situações apertadas, e enfim; o escritório de admissões precisará enxergar todos os ângulos desse aluno, e por isso, a sua carta se torna essencial.


Por onde começar?


Se esse aluno te convidou para escrever uma carta de recomendação para que assim ele possa participar do processo de admissões de uma boarding school, você pode se sentir lisonjeado! Isso significa que ele confia muito em você e que provavelmente vocês já se conhecem há algum tempo, logo, você provavelmente já tem uma boa base de histórias, elogios e outros aspectos para comentar sobre esse aluno.


Então tudo o que você precisa fazer é pegar um papel e caneta e começar a anotar alguns tópicos e histórias que você deseja incluir na carta, fazendo um verdadeiro brainstorming! Depois que você sentir que tudo que você tem para falar sobre esse aluno já está anotado, passe para o passo dois: fazer o primeiro rascunho!


Mas caso seja o contrário e esse seja um aluno um pouco antigo seu, e você não se lembra de quase nada, converse com o aluno e peça para ele ser sincero sobre si mesmo, contando algumas histórias que podem ajudar a refrescar a sua memória! Feito isso, faça o mesmo que foi comentado no parágrafo anterior e passe para o passo dois.

Extra: aqui vão alguns pontos que você pode incluir no seu brainstorming:

  • Potencial acadêmico e para contribuição no futuro

  • Capacidade de resolver problemas

  • Criatividade

  • Capacidade intelectual

  • Capacidade de lidar bem com conflitos

  • Motivação para o estudo

  • Maturidade emocional

  • Potencial de liderança


Escrevendo a Carta


Finalmente chegamos na parte em que tudo o que comentamos anteriormente é colocado em prática!


Depois que você separou tudo o que você deseja falar sobre esse aluno, comece a escrever a carta em português mesmo, caso você não possua proficiência em inglês. Lembre-se de caprichar bastante, pois muitas vezes a sua carta pode ser decisiva, visto que o processo de admissões é completamente holístico!


A carta não tem um máximo de caracteres e nem um máximo de palavras ou algo assim, mas é importante se atentar ao fato de que o tamanho ideal é entre uma página e meia à uma página.


Você pode começar a carta se introduzindo e falando sobre a sua posição na escola juntamente com a matéria que você ensina, caso você seja um professor. Logo em seguida, você já pode ir comentando sobre o tempo que você conhece esse aluno e durante quanto tempo deu aula para ele, sempre mencionando coisas como o diferencial do aluno, ou como esse aluno te chamou a atenção ou outras coisas assim.

Não se esqueça de sempre contar várias histórias e situações que ilustrem alguma descrição que você fez. Por exemplo:


“Joãozinho é um líder natural”


Essa sentença não irá acrescentar em nada na carta caso ela não seja seguida de uma boa história que de fato ilustre o porquê de Joãozinho ser um líder natural. Veja agora um exemplo:


“Joãozinho é um líder natural. Lembro-me da vez em que a escola estava organizando um projeto beneficente e todos os alunos estavam agindo de forma desorganizada e confusa. Eis que Joãozinho chamou todos da sala para conversarem e designou funções para cada um deles, e no final o projeto foi um sucesso” (Exemplo totalmente fictício)


Ao final da carta, é interessante falar algo que reforce que o seu aluno seria uma escolha perfeita para a escola, vendendo a imagem dele de forma sutil.


Como irei traduzir?


Caso você seja um professor de inglês ou tenha uma certa proficiência, você não precisará passar pela fase da tradução. Mas caso contrário, o ideal é que o aluno não veja a carta em hipótese alguma, logo ele não poderá traduzir por conta própria.


Tenho certeza de que o seu aluno ou estudante já tem em mente o que ele pretende fazer nesta parte, mas é sempre bom checar se o professor de inglês da escola ou algum conhecido seu não tem um tempinho livre para traduzir!


Gostou do post?


Já deixa o seu coraçãozinho para mostrar que esse post foi útil durante o seu processo de escrita da sua carta! Comente qualquer dúvida que você tiver que a nossa equipe fará o possível para te ajudar nesse processo! E caso você seja um aplicante, tá esperando o que para mandar esse post para o seu professor? Aproveita e já manda para um amigo aplicante também!


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